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Como o ciclo menstrual acontece?

O ciclo menstrual representa o período de mudanças realizadas pelos hormônios no corpo da mulher para receber o embrião caso ocorra a gravidez. Normalmente dura cerca de 28 dias e acontece em três fases: folicular, ovulatória e lútea.

Os principais hormônios envolvidos nesse processo são: estrogênio, progesterona, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Quando a menstruação acontece, no início do ciclo, são liberados FSH e LH para atuarem no crescimento e amadurecimento dos folículos.

Durante esse período, o endométrio, revestimento interno uterino, é preparado para receber os embriões. Nesse caso, sofre um espessamento para que aconteça a implantação embrionária.

Esse processo é muito importante para a reprodução e, quando algo interfere, a gravidez pode não ter início. Existem alterações, doenças e desequilíbrios hormonais capazes de causar a infertilidade feminina.

A medicina reprodutiva possui recursos disponíveis para auxiliar nessas situações, ajudando mulheres que sofrem com problemas em sua fertilidade, seja qual for a causa.

No texto a seguir, entenda como acontece o ciclo menstrual e saiba quais alterações podem levar a mulher à infertilidade.

Como acontece o ciclo menstrual?

O ciclo menstrual é caracterizado pelas mudanças hormonais no corpo da mulher responsáveis por prepara-lo para a concepção do feto. O período de um ciclo normal geralmente é 28 dias, mas esse tempo pode variar entre 25 e 35 dias.

A menstruação representa a vida fértil da mulher, tendo início na puberdade e durando até a menopausa. O ciclo começa com a menstruação e acontece em três etapas:

Fase folicular

Essa é primeira fase do ciclo menstrual, começa no início da menstruação e dura até o 13º dia, quando se trata de um ciclo normal de 28 dias. Nesse período, o FSH estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos, estruturas que contém o óvulo.

É também na fase folicular que tem início o espessamento do endométrio por meio da ação do estrogênio, preparando-o para receber o embrião.

Fase ovulatória

Acontece no 14º dia do ciclo, quando ocorre a ovulação. Esse é o período em que a fecundação pode ocorrer: o óvulo sobrevive por cerca de 24h.

O folículo maduro se rompe e libera o óvulo e, quando o casal mantém relações sexuais, o espermatozoide pode fecundar o gameta feminino nas tubas uterinas, onde se encontram.

Fase lútea

Essa fase inicia no 15º dia e vai até o fim do ciclo menstrual, tendo duração de exatamente 14 dias. Nela, o folículo que liberou o óvulo começa a produzir progesterona em maior quantidade para continuar preparando o endométrio para uma possível gravidez.

Quando a fecundação não acontece, o endométrio começa a descamar e ocorre a menstruação, iniciando um novo ciclo.

Quais alterações no ciclo menstrual podem levar à infertilidade?

Entre as principais causas de infertilidade feminina estão as disfunções na ovulação, causadas por alguma alteração no corpo que leva à dificuldade no desenvolvimento, amadurecimento e liberação do óvulo para a fecundação.

Entre as causas mais comuns estão a oligovulação, quando a ovulação é intermitente, e a anovulação ou ausência de ovulação, quando não acontece a liberação do óvulo.

Geralmente resultam do desequilíbrio dos hormônios reprodutivos como consequência de doenças ou mesmo do estilo de vida, interferindo, dessa forma no ciclo menstrual, uma vez que todo o processo é realizado pela ação hormonal.

Entre as condições que podem ocasionar essa disfunção na ovulação, encontram-se a síndrome dos ovários policísticos (SOP), a endometriose, o hipotireoidismo, o hipertireoidismo, a adenomiose, defeitos na fase lútea, etc.

Reprodução assistida

A reprodução assistida pode ser muito útil para mulheres que desejam engravidar e sofrem com alguma alteração no ciclo menstrual que interfere em sua fertilidade.

As técnicas são muito avançadas e podem resolver diferentes problemas de infertilidade, sendo elas: relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV).

As três técnicas principais da medicina reprodutiva realizam um procedimento em comum capaz de atuar em casos de disfunções de ovulação: a estimulação ovariana. Ela é realizada com medicamentos hormonais muito semelhantes aos hormônios produzidos pelo corpo, com o objetivo de aumentar o desenvolvimento folicular e obter mais óvulos para a fecundação.

Na RSP e a IA, de menor complexidade, como a fecundação acontece naturalmente nas tubas uterinas, o objetivo é obter no máximo três óvulos, por isso os ciclos são minimamente estimulados.

Já na FIV, o processo é realizado em laboratório e o objetivo é obter pelo menos 10 óvulos, aumentando, assim, as chances de um número maior de embriões ser formado: podem ser transferidos até 4 embriões por ciclo de tratamento de acordo com a idade da mulher. Os que não forem utilizados são congelados, para uso em um próximo ciclo ou no futuro, em uma nova gestação.

A indicação da melhor técnica depende de cada caso, por isso, os tratamento são individualizados.

A mulher que deseja engravidar deve compreender como funciona o seu ciclo menstrual e suas fases, identificando, assim, o período mais fértil para intensificar as relações sexuais e aumentar as chances.

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