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Ressonância magnética

*Este exame não é realizado pelo Instituto Afeto.

A ressonância magnética é uma ferramenta diagnóstica moderna e de alta precisão, sendo solicitada para diversas finalidades nos tratamentos atuais. O método utiliza a tecnologia de campos magnéticos e ondas de rádio para obtenção das imagens anatômicas do corpo humano, bem como para investigação dos aspectos fisiológicos. 

Há diversos tipos de ressonância magnética, cada qual voltado para a avaliação de condições específicas — como lesões na medula espinhal, aneurismas, tumores, patologias do sistema reprodutor, entre muitos outros quadros.

Na área da reprodução assistida, os tipos de exame realizados são a ressonância magnética da pelve e do abdômen total. A avaliação é feita para investigar a infertilidade de homens e mulheres de forma mais acurada que nos métodos de imagem convencionais. 

Este texto explica como é realizada a ressonância magnética e em quais casos o exame é indicado. Acompanhe!

Indicações da ressonância magnética

A prática clínica requer uma anamnese aprofundada para investigar qualquer problema de saúde, com base nos relatos dos pacientes e na descrição dos sintomas. A partir das informações coletadas, o especialista pode fazer a solicitação de vários exames.

A ressonância magnética é indicada de forma bem abrangente e se estende a quase todas as áreas médicas — cardiologia, neurologia, ortopedia, ginecologia etc. Na medicina reprodutiva, as indicações são feitas diante da suspeita de anormalidades no sistema reprodutor. 

No caso das mulheres, a técnica diagnóstica é empregada para examinar os órgãos pélvicos — útero, ovários, tubas uterinas, bexiga etc. — e identificar possíveis doenças ginecológicas e causas que dificultam a concepção. As condições investigadas pela ressonância magnética da pelve feminina incluem:

Já a ressonância magnética da pelve masculina investiga problemas na próstata e na região dos testículos, como tumores e outras possíveis causas de infertilidade. Para ambos os sexos, o exame é útil na detecção de defeitos congênitos, lesões e traumas pélvicos e averiguação de resultados alterados de raios-X. 

O método diagnóstico ainda é indicado para homens e mulheres quando há suspeita de câncer nos órgãos reprodutivos, assim como em outras partes da pelve, como reto, bexiga e trato urinário. 

Além da ressonância magnética da pelve, há vários outros tipos do exame para avaliar áreas específicas do corpo: cérebro e medula espinhal; coração e vasos sanguíneos; olhos e ouvido interno; ossos e articulações; órgãos internos em geral. 

Preparação para o exame

Como se trata de um equipamento que utiliza campos eletromagnéticos, os pacientes precisam informar ao médico sobre a existência de objetos que possam interferir no procedimento (marcapassos, parafusos e placas de metal colocados em cirurgias ortopédicas, entre outros). Além disso, relógios, grampos de cabelo, aparelhos auditivos, piercings, alianças e outros itens devem ser retiradas antes do exame. 

Se a ressonância a ser realizada envolver a aplicação de contrastes, também é importante avisar o médico se houver risco de reação alérgica ao corante. Dependendo do objetivo da avaliação, as mulheres precisam estar de bexiga cheia. Já para os exames que avaliam a região do intestino, pode ser necessário o uso de laxantes para limpar o órgão. 

Alguns tipos de ressonância magnética ainda requerem jejum de quatro a seis horas. Portanto, a preparação para o procedimento difere conforme a região do corpo que será examinada. As orientações são fornecidas previamente pelo médico responsável.

Realização do procedimento

A realização desse exame não necessita de anestesia. Entretanto, algumas pessoas apresentam sintomas de claustrofobia e podem receber sedação para passar pelo procedimento. 

A ressonância magnética é feita em um grande equipamento horizontal, em formato de tubo. O paciente se deita na maca e é deslocado para dentro do tubo, onde deve permanecer imóvel durante o exame. Caso sinta desconforto, o examinado pode se comunicar com o profissional por um microfone. 

Com o paciente posicionado dentro do tubo, a avaliação é iniciada. A máquina de ressonância produz um campo magnético, fazendo com que as ondas de rádio emitidas interajam com a atividade celular e comece a gerar as imagens do corpo humano. A técnica pode levar entre quinze minutos e uma hora, conforme a dimensão e a complexidade das regiões examinadas. 

O exame não causa nenhum tipo de dor e não requer cuidados posteriores. Assim que a avaliação termina, o paciente está liberado para retomar às suas atividades de rotina. Nos casos em que o procedimento foi feito sob sedação, é preciso aguardar o completo restabelecimento ou contar com o suporte de outra pessoa.

Riscos associados à ressonância magnética

O exame não emite radiação ionizante e não oferece outros riscos significativos à saúde dos pacientes. Como uma das poucas ressalvas, podemos alertar que pessoas com problemas hepáticos e renais merecem mais atenção quanto ao uso de contrastes durante o exame. 

Da mesma forma, quando há necessidade de aplicar corantes, alguns efeitos colaterais podem surgir, como dor de cabeça e náuseas — recomenda-se, então, um aumento na ingestão de líquidos para eliminar o contraste do organismo mais rapidamente.

Em geral, a ressonância magnética é um procedimento seguro, ao passo que a alta precisão do exame garante uma avaliação diagnóstica eficaz diante de diversas condições.