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Pólipos endometriais

Também chamados pólipos uterinos, os pólipos endometriais são crescimentos anormais das células do endométrio, tecido que reveste a camada interna do útero.

Apesar de serem quase sempre benignos e raramente evoluírem para malignidade, de acordo com diferentes estudos, podem causar alterações na receptividade endometrial e, consequentemente, falhas na implantação do embrião e abortamento.

No entanto, tendem a retroceder naturalmente na maioria dos casos, assim como podem ser reduzidos em tamanho ou quantidade por medicamentos hormonais e removidos cirurgicamente quando apresentam tamanhos acima de 1 cm.

Entenda como os pólipos endometriais são formados. O texto destaca a influência que eles exercem na fertilidade feminina, os sintomas, diagnóstico e tratamento.

Quais são os sintomas de pólipos endometriais?

Os pólipos endometriais podem ter tamanhos que variam de poucos milímetros a alguns centímetros, e podem espalhar até ocupar toda a cavidade uterina. Eles se fixam à parede do útero por uma haste vascularizada, que sustenta a base.

Os pólipos menores tendem a ser assintomáticos. Porém, quando crescem e espalham podem manifestar sintomas como:

Os sintomas, entretanto, manifestam de forma menos severa em algumas mulheres, como manchas avermelhadas ou sangramento leve.

Como os pólipos endometriais são formados?

Estimulado pela ação do estradiol, o endométrio se torna mais espesso para receber o embrião a cada ciclo menstrual. No entanto, segundo diferentes estudos, um desequilíbrio nos níveis do hormônio pode resultar no desenvolvimento desordenado das células, originando os pólipos endometriais, que crescem e espalham.

Da mesma forma que tendem a alterar a receptividade do endométrio, levando a falha na implantação e abortamento, podem provocar o desenvolvimento de processos inflamatórios no útero: quando não são adequadamente tratados, resultam em aderências que dificultam o transporte dos espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.

Mulheres entre 40 e 50 anos, obesas, com hipertensão arterial ou que utilizaram medicamentos para o câncer de mama têm risco aumentado.

Como os pólipos endometriais são diagnosticados?

Para confirmar a presença de pólipos e descartar a possibilidade de outras patologias dependentes de estrogênio que podem provocar sintomas semelhantes, são realizados diferentes exames de imagem:

Ultrassonografia transvaginal: o exame é realizado normalmente logo após o período menstrual, quando o endométrio ainda está mais fino, facilitando a visualização. Indica a quantidade de pólipos e o tamanho deles.

Histerossonografia: uma variação da ultrassonografia tradicional, o exame utiliza soro fisiológico para expandir a cavidade uterina, proporcionando, assim, melhor visualização. Pode ser solicitado, em alguns casos, para confirmar o diagnóstico da ultrassonografia.

Ressonância magnética (RM) e a vídeo-histeroscopia: por proporcionarem uma visualização mais detalhada da cavidade uterina e dos órgãos reprodutores, são exames solicitados se houver suspeita de outras patologias.

Biópsia das células endometriais: pode ser solicitada nos casos em que há a possibilidade de as células serem cancerígenas e os pólipos evoluírem para malignidade.

Quais são os tratamentos indicados para pólipos endometriais?

O tratamento é individualizado e definido a partir de critérios como tamanho e quantidade dos pólipos, assim como alterações na fertilidade.

Pólipos menores, por exemplo, podem ser apenas observados periodicamente por exames de ultrassonografia transvaginal, pois eles tendem a retroceder naturalmente e não provocam sintomas.

Quando são maiores e provocam sintomas ou se a mulher tiver a intenção de engravidar, podem ser prescritos medicamentos hormonais ou indicada a cirurgia. Os medicamentos agem diminuindo tamanho e quantidade até que eles possam naturalmente retroceder, assim como a redução facilita a remoção por cirurgia.

Conhecido como polipectomia, o procedimento cirúrgico é indicado principalmente quando os pólipos causam infertilidade. Atualmente é realizado por vídeo-histeroscopia, técnica minimamente invasiva na qual um histeroscópio com uma câmera transmite as imagens em alta definição para um monitor, permitindo melhor visualização e facilitando a remoção total, sem riscos de recorrência.

Diagnóstico e remoção podem ser feitos em um mesmo procedimento. A prática é conhecida pela medicina como see and treat ou ver e tratar.

Após a cirurgia, a fertilidade é restaurada na maioria dos casos, com bons índices de gravidez. Quando isso não acontece, são indicados os tratamentos de reprodução assistida.