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Doação de óvulos

A gestação é um processo complexo, e existem fatores que podem reduzir as chances de gravidez ou impedi-la. Problemas na fertilidade que impossibilitam a fecundação com gametas próprios, como a falência ovariana precoce (FOP), não podem ser tratados, mas a mulher ou o casal pode recorrer à doação de óvulos para ter filhos.

A doação de gametas e embriões é uma técnica complementar à FIV (fertilização in vitro), por isso é necessário realizar o tratamento. As doadoras são selecionadas na clínica, de acordo com as características do casal.

A técnica também se tornou, em 2013, por regulamentação do CFM (Conselho Federal de Medicina), um recurso para que casais homoafetivos e pessoas solteiras pudessem ter filhos.

A doação de óvulos, nesse caso, é particularmente importante para os casais homoafetivos masculinos, que também precisam da técnica de cessão temporária de útero.

Conheça como a doação de óvulos é realizada na FIV.

Como a doação de óvulos funciona na FIV? 

A doação de óvulos é particularmente indicada nos seguintes casos:

O CFM determina que a idade limite para doação de óvulos é de 34 anos, uma vez que os níveis da reserva ovariana ainda estão elevados nessa idade e os riscos de gametas alterados que elevem riscos genéticos ainda serem baixos. Os óvulos podem ser utilizados a fresco ou podem ser congelados para uso no futuro. 

O uso a fresco geralmente acontece em uma situação conhecida como doação compartilhada, regulamentada pelo CFM, em que doadora e receptora, que participam do tratamento, podem compartilhar óvulos e custos. As taxas de gravidez, entretanto, são semelhantes com óvulos frescos ou congelados. 

Para doar os óvulos, a mulher é submetida a exames com o objetivo de analisar sua saúde e a qualidade dos óvulos. São feitos testes para avaliação da reserva ovariana e o rastreio de infecções, que podem afetar a qualidade dos gametas. 

O tratamento com óvulos doados prevê a realização de todas as etapas da FIV. A doadora de óvulos é submetida à estimulação ovariana e indução da ovulação, assim como à punção folicular para a retirada dos folículos e coleta dos óvulos. 

A estimulação ovariana e a indução da ovulação são procedimentos que utilizam medicações hormonais. No ciclo menstrual, a mulher libera apenas um óvulo. Na estimulação ovariana, os medicamentos estimulam o desenvolvimento de um número maior de folículos para que haja mais óvulos disponíveis para a fecundação. Fazemos o acompanhamento do crescimento dos folículos por ultrassonografias.

Quando os folículos atingem o tamanho ideal, são administrados medicamentos indutores para promover o amadurecimento final, quando os folículos são coletados por punção folicular. Os óvulos são, então, congelados.

Após a escolha da doadora, o sêmen é coletado por masturbação e as amostras, submetidas ao preparo seminal, técnica complementar ao tratamento, que capacita os espermatozoides, ou seja, seleciona os que têm melhor morfologia e motilidade para a fecundação. 

Óvulos e espermatozoides são fecundados em laboratório. Atualmente, a FIV com ICSI é o método utilizado. Os espermatozoides selecionados são injetados individualmente no citoplasma de cada óvulo disponível para a fecundação. Esse procedimento forma os embriões, que são cultivados por alguns dias em incubadoras.

A última etapa é a transferência dos embriões formados. Ao longo do cultivo, o embriologista avalia o desenvolvimento de cada embrião e avalia quais são os melhores, que são transferidos ao útero da mulher. 

Conheça as normas do Conselho Federal de Medicina